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Polícia Nacional da Indonésia. Cooperação determinada pela fronteira terrestre partilhada - rotas de tráfico, contrabando e crime organizado exigem coordenação operacional permanente.

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A cooperação com a Polícia Nacional da Indonésia é, de todas as parcerias internacionais da PCIC, aquela que mais directamente decorre da geografia. Timor-Leste e a Indonésia partilham fronteira terrestre na ilha de Timor - a única fronteira terrestre do país - e estão ligados por redes de relações humanas, económicas e culturais que atravessam décadas. Esta proximidade cria oportunidades, mas também riscos: as rotas de tráfico de droga, o contrabando, o tráfico de pessoas e a criminalidade organizada não respeitam fronteiras, e a investigação eficaz destes fenómenos exige necessariamente a cooperação entre as forças policiais dos dois países.

A POLRI é uma das maiores forças policiais do mundo, com experiência significativa no combate ao crime organizado numa região de enorme complexidade geopolítica e criminal. A Indonésia enfrenta desafios semelhantes aos de Timor-Leste em matérias como o tráfico de estupefacientes - as rotas do tráfico de heroína e metanfetaminas que atravessam o Sudeste Asiático passam frequentemente pela fronteira timorense-indonésia -, o tráfico de pessoas e a imigração ilegal. A partilha de informação criminal e a coordenação de operações nesta fronteira são imperativos práticos de segurança para ambos os países.

A relação entre a PCIC e a POLRI tem sido desenvolvida progressivamente, no quadro das relações diplomáticas e de segurança entre os dois países. O Plano Estratégico 2020-2030 estabelece como metas a celebração de um Memorando de Entendimento com a POLRI e, no plano multilateral, a nomeação de um investigador da PCIC como oficial destacado junto da INTERPOL em Singapura - o que facilitará a coordenação regional com a Indonésia e com os restantes países do Sudeste Asiático. A PCIC e a POLRI têm igualmente interesse comum no estabelecimento de procedimentos claros para a coordenação de casos que envolvam suspeitos ou provas nos dois lados da fronteira, evitando lacunas de competência que os criminosos exploram sistematicamente.