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Asian Forensic Sciences Network. Referência regional para o Laboratório de Polícia Científica da PCIC em metodologias forenses e padrões de qualidade científica.

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A Asian Forensic Sciences Network é a organização regional que reúne os laboratórios de ciências forenses dos países da Ásia e do Pacífico, promovendo a partilha de conhecimento científico, a harmonização de metodologias e o reconhecimento mútuo de padrões de qualidade forense. Para o Laboratório de Polícia Científica (LPC) da PCIC, a relação com a AFSN é uma referência técnica e científica fundamental.

As ciências forenses modernas são um campo em constante evolução, com novos métodos de análise, novos equipamentos e novos padrões de qualidade a surgir regularmente. Um laboratório forense que aspire ao reconhecimento judicial da sua peritagem - e que queira resistir ao escrutínio do contraditório em sede de julgamento - tem de se manter actualizado e de demonstrar que segue metodologias científicas reconhecidas internacionalmente. A AFSN fornece precisamente este quadro de referência para os laboratórios da região asiática.

A acreditação internacional do LPC da PCIC segundo os padrões da AFSN e as normas ISO é um dos objectivos centrais do Plano Estratégico 2020-2030. A acreditação não é apenas um certificado de qualidade - é uma garantia de que as perícias produzidas pelo laboratório têm o rigor científico necessário para ser reconhecidas não apenas em Timor-Leste, mas também em investigações e julgamentos que envolvam cooperação internacional. Num mundo em que a criminalidade organizada transnacional requer provas que viajam entre jurisdições, esta acreditação é um activo investigatório de valor concreto.

A participação da PCIC nas actividades da AFSN - conferências científicas, exercícios de comparação interlaboratorial, programas de formação especializada - permite ainda aos especialistas do LPC manter-se na fronteira do conhecimento forense regional, beneficiando da experiência de laboratórios com décadas de história e de recursos muito superiores, e construindo as redes de contacto científico que podem ser decisivas em casos de elevada complexidade técnica.