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PCIC deteve cidadão estrangeiro procurado pela Interpol, no Aeroporto Internacional de Díli

Uma equipa da Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) deteve na manhã de hoje, no Aeroporto Internacional Presidente Nicolau Lobato, em Díli, um cidadão chinês identificado como Yuan Nanfeng, de 47 anos, alvo de uma red notice (aviso vermelho) emitida pela Interpol a pedido das autoridades da República Popular da China.

19 de julho de 2026interpol
PCIC deteve cidadão estrangeiro procurado pela Interpol, no Aeroporto Internacional de Díli
O visado era procurado desde quinta-feira por equipas da PCIC, que monitorizaram os seus movimentos em território nacional até confirmarem a intenção de embarcar hoje com destino ao estrangeiro. A detenção foi efetuada no momento em que o suspeito se preparava para deixar o país. Segundo a notificação da Interpol, o cidadão chinês, natural da região de Nanbu, província de Sichuan, é procurado pelas autoridades chinesas por suspeita do crime de organização de prostituição, previsto no artigo 358.º do código penal chinês, com pena máxima de prisão perpétua. De acordo com a investigação conduzida pela Polícia de Segurança Pública de Chongqing, o suspeito terá integrado, entre outubro de 2023 e maio de 2024, um grupo criminoso responsável pela exploração de um estabelecimento de prostituição em Banguecoque, na Tailândia, com lucros ilícitos superiores a 150 mil dólares norte-americanos. O mandado de detenção contra o visado foi emitido em dezembro de 2024, após o mesmo ter saído clandestinamente da China em abril desse ano. Após a detenção, hoje, o suspeito foi transferido para as celas da PCIC. A PCIC vai dar seguimento ao processo judicial, em articulação com as entidades competentes, tendo em vista os procedimentos legais aplicáveis, nomeadamente no que respeita a um eventual pedido de extradição por parte das autoridades chinesas. A PCIC reafirma o seu compromisso na cooperação com a Interpol e com as demais forças policiais internacionais, no âmbito da luta contra a criminalidade transnacional, e continuará a atuar em conformidade com os mecanismos de cooperação jurídica e policial internacional de que Timor-Leste é parte.
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